| Andei montando no vento Eu chutei um trovão Eu amarrei um relâmpago Que ele brilhava no chão E segurei um curico Na palma da minha mão Um dia esquentei o sol Na hora que foi nascer Eu provoquei uma enchente Cinco anos sem chover Uma velha de CE anos Uma grávida e um bebe Eu viajei para o nordeste Montado em um caminhão Vinha tomando cachaça Misturada com limão Sai do sudeste e vim parar no sertão eu fui caça um vez na mata de mubungu dei um tiro só matei vinte pomba e dez tatu oitenta e cinco sariema e noventa e quatro jacu
Me casei com quatro loiras Me adora com louvor Encontrei cinco morenas Que por mim se apaixonou Conquistei sete baixinhas E nove altas me “largou” Eu peguei uma espingarda Fui para o mato caçar Em cima de um lajeio Dei um tiro em uma preá Deu mais de trezentos quilos Na hora que eu fui pesar Com água pano e sabão Lavei as cinzas do ar Andei de pé sobre as águas Nas ondas do alto mar Uma velha de cento e dez anos Ser mãe e dar de mamarQuem rouba mata e seqüestra Eu chamo de mau fasejo Incentivo mulher grávida A refinar os seus desejos Mineiro de Belo Horizonte Subiu o morro procurando queijo Expliquei a Otavio Maria Desenhar apartamento Antonio Emilio de Moraes Como que se faz cimento Ensinei o Padre Marcelo A celebrar casamento Já carreguei sobre os ombros Uma carreta de feijão Construi ate meio dia Uma pista de avião Já cortei no chicote O bando de lampiãoAutor: José do Nascimento |
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
HISTÓRIAS DA MINHA TERRA
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