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Peço permissão a Deus
Que me dê inspiração
Para falar sobre um homem
Que nasceu lá no sertão
E Virgolino Ferreira
E o opilado é lampião
No dia sete de julho
Como o poeta escreveu
Mil oitocentos e noventa e sete
Este fato ocorreu
Cidade Serra Talhada
Que Virgolino nasceu
Dona Maria Selina
Começou sentir dor
Ai seu Jose Ferreira
A parteira ele chamou
Quando nasceu a criança
O fruto do seu amor
Seu Zé e dona Maria
Feliz com aquele menino
Já convidou Pedro Lopes
O seu amigo divino
E lhe deu uma missão
Pra batizar o menino
E ele e oito irmãos
Uma família verdadeira
Filha de Maria Selina
E o seu Jose Ferreira
E só ia a vila bela
Quando era dia de feira
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Só existia domínio
Dos grandes fazendeiros
Sem estudo e sem escola
Era um grande desespero
E quem tinha o poder
Era os homens do dinheiro
E os grandes coronéis
Só eles que comandava
E as suas próprias vitimas
Eles mesmo condenava
E se um pobre tinha um sitio
Eles iam e roubava
Conforme a sua historia
Ele foi costureiro
Freqüentava Forró
E também foi sanfoneiro
Sempre ia a vaquejada
E tinha o dom de ser vaqueiro
Fazia roupas de couro
Com suas próprias mãos
E desenhava primeiro
Também fazia gibão
Trabalhava com tecido
Com boa confecção
Os dezenove anos
Como eu pude apurar
Tinha Jose Sartunino
Que mora neste lugar
Como não gostava dele
Começou a lhe provocar
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Ele trabalhava junto
Com os seus irmãos
Tinha Jose Sartunino
Que era da região
Começou lhe provocar
E começou a confusão
Seu Jose era seu pai
Era um simples lavrador
Estava debulhando milho
Quando a volante chegou
E deram vário disparo
E a sua vida acabou
Uma das primeiras lutas
Que ele fez no sertão
Virgulino dava tiro
Que surgiu claridão
Foi ai que seu irmão Antonio
Batizou-lhe de Lampião
Vamos falar de um sonho
De um valente lampião
Que recebeu a patente
O titulo de capitão
E quem lhe deu este presente
Foi padre Cícero Romão
E o caçula do bando
Tem as suas qualidades
Chama-se volta seca
Nunca ia pra cidade
O mais idoso era pai velho
Setenta e um de idade
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Era amado e odiado
Virgulino e lampião
Como que ele conseguia
As armas e munição
Pra brigar com os macacos
Nas suas perseguição
Lampião estava na luta
No pé de um grande serra
Cercado pelos macacos
Com tiro para todo lado
Seu rosto bateu em pau
E seu olho ficou vazado
Foi uma perca tão grande
Que doía seu coração
Vazando seu olho esquerdo
Perdendo-se uma visão
Como não tinha mais jeito
Foi feito uma operação
Andando pelas caatingas
Para ele era uma festa
Com o seu Born ar de couro
Chapéu quebrado na testa
E passou algumas vezes
Nas terras de Floresta
Virgulino e o seu bando
Se tornou-se justiceiro
E quando ele descobria
Que tinha um mau fazendeiro
Ele queimava a fazenda
E lhe tomava o dinheiro
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Nas terras de Paulo Afonso
Um dia ele viajou
E viu Maria Dei
Tão bela igual uma flor
E mesma ela sendo casada
Por ele ela se apaixonou
Era Zé de neném
Um simples sapateiro
Que se casou com Maria
Foi seu marido primeiro
E avistou sua mulher
Nos braços do cangaceiro
E Maria resolveu
Com seu amor viajar
Já pegou suas roupas
E colocou no Bornar
E com rifle na mão
Já pronta para atira
Maria estava feliz
E curtindo o seu amor
E sem ela esperar
De repente engravidou
Sem conforto e com a quentura
Em seguida abortou
No ano de 32
O casal de cangaceiro
Maria sentia dores
Debaixo de um umbuzeiro
Expedita nasceu
E lampião foi o parteiro
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Expedita era a única filha
E Maria e lampião
E os dois preocupados
Devida a perseguição
Eles deixaram a criança
Aos cuidados do tio João
Um fotografo libanês
Tomo uma decisão
De filmar e tirar fotos
Do bando de lampião
E pediu um treinamento
Como se fosse uma canção
Maria bonita insistia
Direto com o seu amado
Para ir ao hospital
Cuidar do olho vazado
E ele foi á laranjeira
E ali ficou um mês internado
Chegado no hospital
Ele já bolou um plano
Dizendo ser fazendeiro
Do sertão Pernambucano
E o medico lhe operou
Em um gesto tão humano
Não podemos esquecer
O quanto foi procurado
E queriam lhe envenenar
Tentavam matar queimado
Ficou com corpo ferido
Por varias vezes foi baleado
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Dos irmãos de virgolino
Só foi João que escapou
O resto todo morreram
Que a policia matou
Que surgiam outros bandos
Que se tornava impostor
Já na vila de serrinha
Era uma luta serrada
Ai Maria bonita
Dessa vez foi baleada
Lampião parou a briga
E foi socorrer sua amada
Lampião fazia medo
Pra homem mulher e menino
Brigou durante vinte anos
O grupo de vigolino
E trazendo muito medo
A sete estados nordestino
Alvejado nove vezes
Que os macacos lhe a certou
Usava casca de pau
Sem precisar de doutor
Contava com curandeiro
Que era seu protetor
Ele era artesão
E foi um grande companheiro
Encanou braço e fez curativo
E já era um enfermeiro
Nas horas mais difícil
Fez o papel de parteiro
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Em vinte sete de julho
Em angico ele chegou
Do ano de trinta e oito
Como a historia contou
Só que ele não esperava
Que existia um traidor
Descansava nas barracas
O grupo de lampião
Chegou o tenente bezerra
Com o rifle na mão
E lampião nem pensava
De uma baita traição
O bando nem imaginava
De a volante aparecer
Ele só esperava
Quando o dia amanhecer
Que estava marcado o dia
Que lampião iria morrer
A policia abre fogo
Promovendo a confusão
Feriu Maria bonita
Em seguida lampião
Multilharam sua cabeça
E sangue manchou o chão
Mutilaram Maria
E o chefe capitão
E junto foi quinta- feira
E companheiro mergulhão
Ficaram onze cangaceiros
Morto sem vida no chão
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Conseguiram escapar
Vinte três dos cangaceiros
A policia pegou o ouro
E dividiram o dinheiro
E a cabeça do comandante
Era o seu troféu primeiro
Isso era no nordeste
Não atingia o sul
E o comandante bezerra
Quebrava o grande tabu
E os onze cangaceiros
Foi lanche para os urubu
O tenente bezerra
Cumpriu sua missão
Exibia com orgulho
A cabeça do capitão
E às vezes era aplaudido
Pelo povo do sertão
No centro de Maceió
A onde foi pesquisado
Pra capital de Salvador
Depois ele foi mandado
Junto com cal e pinga
Pra poder ser conservado
No ano de trinta e oito
Foi o seu falecimento
E a família lutou
E brigou a todo o momento
E no ano de sessenta e nove
Teve o seu sepultamento
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Quando o lampião morreu
Aos quarentas e um de idade
E vitoria para os inimigos
E para os amigos saudades
Mais quem cruzassem o seu caminho
Só encontrava maldade
Virgulino deixou marca
Em todo o nosso sertão
Virou peça de teatro
E filme na televisão
E matéria na escola
Pra nossa educação
Lampião lá no nordeste
Olhava muito para a lua
Vivia pela caatinga
Às vezes ia na rua
Muitos anos que morreu
E a matança continua
No ano de trinta e oito
Degolavam lampião
Ate hoje ele é lembrado
Por toda nossa nação
É bandido ou é herói
Virgulino capitão
Terminei mais um trabalho
Do que pode pesquisar
Lampião ele existiu
Viveu lá no meu lugar
Transformei em poesia
Agora é só publicar
Por favor,peço que o senhor coloque toda a tua biografia para usarmos em um CAFÉ LITERÁRIO, caso o senhor nos conceda...
ResponderExcluirAgradece toda a equipe...
Espero que leia e coloque o mais rápido possível.