quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nordeste de antigamente

Nordeste de antigamente
Era muito sofrimento
Para o pobre e para a cidade
O transporte era um jumento
Vivia noventa anos
E não tirava um documento

A nordestina antigamente
Batalhava a vida inteira
Cuidando da filharada
Descendo e subindo ladeira
Nunca fez um prenatal
E só confia na parteira

O nordeste era dominado
Pelos grandes coronéis
Tinha as suas próprias leis
E mostrava seu papel
Um poço de ignorância
Um ser humano cruel

Nordestino trabalhava
Nunca pegava em dinheiro
E vivia assustado
Comendo dos cangaceiro
E as vezes perdia o sitio
Para o grande fazendeiro

Ele nascia e morria
Ate na zona rural
Como se fosse um bicho
Trancado em um curral
E os políticos da época
Achava isto legal

As crianças nordestinas
Na época não estudava
A partir dos sete anos
Na roça já trabalhava
Seus pais não tinham estudo
Também  não incentivava

Sua caneta era a inchada
E o seu caderno era o chão
E a roupa remendada
Com a linha de algodão
Vivia sobre ameaça
Com as ordens do seu patrão

O nordeste de antgamente
Eu lembro toda semana
Onde os colchão era feito
Com a palha da banana
E remédio para gripe
De casca de emburana

É um povo hospitaleiro
Do mais puro sentimento
Uma vida de pobreza
Mais de um bom comportamento
E os noivos só faz amor
Bem depois do casamento

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