1 Peguei caneta e papel
Usei a imaginação
Pra falar de uma criatura
Que nasceu lá no sertão
Que hoje ela é conhecida
Como Chica do fundão
2 Tem um mal hálito danado
Que eu não sei como ela aguenta
Os olhos é vermelho
Parece duas pimenta
Nasceu uma berruga imensa
Na ponta da sua venta
3 Além de falar fanhosa é gaga
Não sei o que ela dizia
Tem um caroço nas costas
Parece uma melancia
Essa é a Chica do fundão
Todo o seu dia-a -dia
4 Chica quer se casar
Um marido ela procura
Os homens fica assustado
Com a sua péssima figura
Parece mesmo uma macaca
Com um cordão na cintura
5 Ai surgiu mané Cuia
Um sujeito mal desenhado
Andando de pé no chão
O chapéu todo rasgado
A calça no meio da canela
E a bunda torta pro lado
6 Mané barrigudo
Sujeito muito esquisito
E ele fala berrando
Como se fosse um cabrito
As pernas finas e tortas
Parece mesmo um cambito
7 E aí conheceu Chica
E começaram a namorar
Depois de algum tempo
Resolveram a se casar
O casamento esperado
Por todo desse lugar
8 E o povo reunido
Na hora do casamento
Chegou Chica e mané Cuia
Montado em um jumento
E o padre assustado
Na hora do casamento
9 Depois dos dois
casados
Já deu uma confusão
Os noivos foram se beijar
Como manda a tradição
E a dentadura do dois
Na hora caiu no chão
10 Chica com o vestido branco
Que cubriu o mocotó
Tinha no altar o São Cristão
Também o padre totó
E mané estava de gravata
Igual juda de paletó
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