terça-feira, 12 de junho de 2012

Chica do fundão e Mané cuia

1 Peguei caneta e papel

Usei a imaginação

Pra falar de uma criatura

Que nasceu lá no sertão

Que hoje ela é conhecida

Como Chica do fundão

2 Tem um mal hálito danado

Que eu não sei como ela aguenta

Os olhos é vermelho

Parece duas pimenta

Nasceu uma berruga imensa

Na ponta da sua venta

3 Além de falar fanhosa é gaga

Não sei o que ela dizia

Tem um caroço nas costas

Parece uma melancia

Essa é a Chica do fundão

Todo o seu dia-a -dia

4 Chica quer se casar

Um marido ela procura

Os homens fica assustado

Com a sua péssima figura

Parece mesmo uma macaca

Com um cordão na cintura

5 Ai surgiu mané Cuia

Um sujeito mal desenhado

Andando de pé no chão

O chapéu todo rasgado

A calça no meio da canela

E a bunda torta pro lado

6 Mané barrigudo

Sujeito muito esquisito

E ele fala berrando

Como se fosse um cabrito

As pernas finas e tortas

Parece mesmo um cambito

7 E aí conheceu Chica

E começaram a namorar

Depois de algum tempo

Resolveram a se casar

O casamento esperado

Por todo desse lugar

8 E o povo reunido

Na hora do casamento

Chegou Chica e mané Cuia

Montado em um jumento

E o padre assustado

Na hora do casamento

9 Depois dos dois

casados

Já deu uma confusão

Os noivos foram se beijar

Como manda a tradição

E a dentadura do dois

Na hora caiu no chão

10 Chica com o vestido branco

Que cubriu o mocotó

Tinha no altar o São Cristão

Também o padre totó

E mané estava de gravata

Igual juda de paletó

 

 

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