Eu
não quero para mim
E
uma vida sem projetos
Ter
que morar em um asilo
Por
ter vendido meu teto
Depois
dos filhos criado
Eu
ter que criar os netos
Eu
não quero para mim
Em
um hospital tomando soro
Com
um câncer no pulmão
Por
ter fumado mallboro
Com
a vida disfarçada
E
usar peruca de touro
Eu
não quero para mim
Ficar
desempregado
Ter
que viajar de ônibus
Completamente
lotado
E
um sujeito sem ter carta
Querer
meu carro emprestado
Eu
não quero para mim
A
visita do Ricardão
Viajar
para o nordeste
Em
cima do caminhão
E
na saída da igreja
Receber
voz de prisão
Eu
não quero para mim
A
ganância do dinheiro
Viver
dormindo na rua
Despertando
o mal cheiro
Para
subir na vida
E
derrubar o companheiro
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