Eu comparo minha sogra
Com uma onça pintada
Distante da minha casa
E andando pela escada
Não sou eu que penso assim
Mas sim meus camaradas
Quem mora perto de sogra
Só vive a se lamentar
Se ele ri para uma mulher
Ela já vai lhe entregar
Põem a lenha na fogueira
Pra ver o circo queimar
Se a sogra vai a sua casa
Pode prestar atenção
Vai dormir no seu sofá
Vai comer do seu feijão
Fala mal da sua vida
Para arrumar confusão
Veja um homem de sorte
É um conhecido meu
Se casou só uma vez
E veja o que aconteceu
Ele tinha uns vinte anos
E sua sogra morreu
Eu adoro minha sogra
Pode prestar atenção
Eu não vou em sua casa
Nem lhe faço uma ligação
Eu moro aqui no Brasil
E ela La no Japão
Você se encontra no seu lar
Desfrutando do lazer
Ai chega sua sogra
Você tem que receber
E agüentar os seus caprichos
Até a velha morre
Disse o poeta uma vez
Que sogra não é parente
Mas ela mora com ele
E isso ta na sua mente
Que é como peixe fora d água
Que polui o ambiente
Se você ta namorando
É sua grande paixão
Vai La conhecer a sogra
Como manda a tradição
E ela fazendo piada
Durante a refeição
Tem muito jovem que casa
Que encontrou um amor
Mora no mesmo quintal
Que o sogro convidou
E a sogra vive brigando
Você vive de favor
Uma sogra encrenqueira
Não parece gente humana
Dorme com o olho aberto
E fazendo anotação
Para entregar para filha
Promovendo a confusão
Autor: José do Nascimento
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